Textos na Categoria 'Feriados'

A Beleza Feia

Dr. Michael LaitmanQuando nós escolhemos a qualidade de doação, “a beleza feia” (como ela se parece ao nosso egoísmo, o estado chamado de Tshuva Mi Iria), e depois de deixá-la por um instante, nós começamos a experimentar o estado de amor (o 15o de Av), a recepção em prol da doação (Tshuva Mi Ahava). Nós acabámos de concluir o Mega Congresso, onde, em virtude de nossos esforços, revelamos a “noiva”, que é bela para a realização do Criador, mas feia para o nosso egoísmo.

No entanto, tal como acontece muitas vezes na vida, agora que o “casamento” acabou nós estamos revelando problemas, pois o egoísmo está sempre crescendo e mudando. Está se tornando claro que você se casou com uma mulher feia e briguenta, que não está satisfeita com nada que você dê a ela. No entanto, na realidade, ela exige a doação; mas como você está sendo influenciado pelo egoísmo, você está perdendo a inspiração e o desejo de satisfazer o seu egoísmo.

Você terá que trabalhar pela “fé acima da razão” (na doação contra o egoísmo), a fim de compreender que na realidade é exatamente o desejo altruísta de doar que é belo, rico e digno. Ele possui todas as qualidades, só você não percebe isso!

Vamos esperar que atravessemos esta nova fase de crescimento do egoísmo e alcancemos a correção. Então, em vez de ver a Malchut  “pobre e feia”, veremos toda a sua beleza, que será revelada na qualidade de doação. Este estado é chamado de “o dia do amor” (o 15o de Av).

Da 1r parte da Lição Diaria de Cabala 26/07/10, “15o de Av”

O Evento Mais Importante De Nossas Vidas

Dr. Michael LaitmanNão há feriado superior ao feriado da recepção da Torá. Se não fosse pela Torá, nós estaríamos confinados a levar uma existência animalesca, enquanto a Terra dá voltas.

No entanto, nós recebemos a oportunidade de usar a Força Superior, e com sua ajuda, entramos na Dimensão Superior, onde continuamos nossa existência e vida na dimensão espiritual. Nós podemos partir sem problemas  desse nosso mundo e desta realidade que sentimos agora, para um estado novo, um mundo ou dimensão diferente que não tem qualquer conexão com o planeta Terra e este universo. Nós podemos revelar a nossa existência de uma forma eterna e perfeita, em completa harmonia, sem as limitações do mundo material.

Com a ajuda da Força Superior, podemos revelar a passagem do nosso mundo e desta vida imperfeita, para uma existência perfeita. O meio de se fazer a transição da nossa dimensão para uma superior é chamado de “Torá”. Esta é uma força especial que nos transforma gradualmente, levando-nos a um novo estado. À medida que mudamos, nós realizamos a mudança para esse estado sem problemas, até que todos as nossas qualidades “terrenas” (egoístas) se transformem em espirituais, altruístas.

Assim, nós temos a oportunidade de levar uma existência eterna e perfeita. Portanto, receber esta oportunidade é o evento mais importante da nossa vida, um verdadeiro feriado!

Da 3a Parte da Lição Diária de Cabala 17/05/10, “Qual é a Preparação para Receber a Torá”

A Luz No Limiar Da Revelação

Lag BaOmer (o dia 33 do Omer) é um dia especial, quando a Luz começa a entrar em Malchut do Sefirot Superior. A Luz vem até nós a partir do Infinito, passando pelo Mundo de Adam Kadmon, o Mundo de Atzilut, em seguida, através Partzufim Atik, Anpin Arich, Aba ve Ima, e Zeir Anpin, até chegar às almas.

Zeir Anpin contém sete Sefirot, cada um dos quais contém sete Sefirot. No total, 7 × 7 = 49. Malchut é a Sefira 50. É assim que nós contamos os dias do Omer, à entrada da Luz em Zeir Anpin, e no dia 50, em Malchut. Ou seja, quando nossas almas, que estão incluídas no Malchut, começam a receber a Luz.

A unificação (Zivug) de Zeir Anpin com Malchut acontece no dia 50, mas a Luz entra Zeir Anpin completamente no dia 33, quando entra na Sefira Hod de Hod. Assim, há Hesed, Gevura, Tifferet e Netzah, com sete Sefirot dentro de cada um deles. Isso se soma a 28, e há cinco Sefirot mais Hod (Hesed, Gevura, Tifferet, Netzah e Hod), o que equivale a 33 (Lamed Gimel – Lag). [Leia mais →]

O Que Celebramos No Lag B’Omer?

Em Lag B’Omer comemoramos a passagem do grande cabalista, Rabi Shimon Bar Yochai, autor de O Livro do Zohar. Ele era uma pessoa especial e a revelação que ele fez significa a entrega da Torá, a ciência da correção, a todo o mundo.

A humanidade desenvolveu de uma geração a outra com dores até chegar o nascimento de Abraão, que revelou a ciência da Cabala diante da crise que se desenvolveram na antiga Babilônia. Então, a nação de Israel esperou pela escravidão no Egito e o Êxodo a partir dele, seguido pela construção do Primeiro e Segundo Templos, bem como outras subidas e descidas. Todos os eventos horríveis que se abateram sobre a nação e toda a história humana em geral parece ser um interminável julgamento.

No entanto, todo o caminho que passamos até a chegada do Rabi Shimon era apenas a nossa preparação para a correção. Após a destruição do Segundo Templo, a nação de Israel finalmente perdeu a sensação de espiritualidade e entrou no exílio dela. Mas depois que nós recebemos este presente do céu, marcado pela chegada de um sábio dos tempos do Templo (a Tana), um cabalista de grande estatura. [Leia mais →]

Você Está Pronto Para Correr?

Nós trabalhamos e nos preparamos para uma ascensão a um nível espiritual, mas só podemos colocar esforços e nada mais. A própria ação é realizada pela Luz. Uma pessoa não tem força para superar a si mesma. Ela não pode agarrar-se pelos cabelos e arrastar-se para fora da recessão egoísta.

O resultado do nosso trabalho todo é chamado de “trabalhou e encontrou”, para a Luz do Alto agir. O êxodo do Egito é realizado através de “um despertar de cisuperior”, devido à revelação de uma grande Luz, GAR de Hochma.

A Luz é revelada, ainda não temos vestimentas de Hassadim sobre ela e, portanto, não podemos percebe-la . Assim, ela é chamada de escuridão egípcia, na noite em vez de dia, e em vez de se elevarp elos níveis espirituais que ocorrem por meio de uma corrida, um salto. Pessach (Páscoa) vem da palavra “Pular” (Pesach). [Leia mais →]

Raízes Espirituais das Tradições Deste Mundo

Uma questão que recebi: Eu sempre pensei que o BB era uma organização não-religiosa e que nunca forçou as pessoas seculares a seguir tradições religiosas, mas, recentemente, ouvi dizer que você está seguindo Kashrut (leis dietéticas judaicas), durante a Páscoa. Por favor, explique. Além disso, por favor nos dê a sua opinião e sugestão se todos devem seguir a tradição.

Minha Resposta: Somos uma organização educacional e ela não têm nada a ver com religião de qualquer espécie. Nossa base é estrita e exclusivamente sobre os princípios da Cabala como eles são apresentados em três fontes autênticas cabalísticas: O Zohar, as obras do Ari, e os de Baal HaSulam (Rabash). Nós seguimos os seus conselhos em tudo. Se você tiver alguma dúvida, pergunte-nos e insista que nós mostremos a nossa fonte de informação.

Bnei Baruch embora não seja uma organização religiosa e não segue todas as tradições religiosas (”mandamentos” – Mitzvot), ainda estamos praticando a ações que no nosso mundo constituem os ramos que derivam de raízes espirituais. De fachada, parece que observamos a tradição judaica, mas na verdade elas são originádas de totalmente diferentes intenções e visam a conexão interna e externa com as suas raízes espirituais.

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Revelando O Passado No Futuro

A história da vinda do Egito é a revelação do processo de transição do sentimento do nosso mundo nos desejos egoístas, para sentir o mundo superior na qualidade adquirida de doação. A pessoa tem toda a sua casa, ou seja, todos os seus desejos: o desejo de receber – a sua “esposa”, bem como seus “filhos” – seus próximos estados e lhes  conta sobre o passado.

Em outras palavras, ele revela o passado nos desejos futuros, através desta história. Ele passa por uma revelação, que ele executou inconscientemente, quando saiu de seu desejo egoísta através do Machsom. [Leia mais →]

O Método Do Nascimento Espiritual

Dr. Michael LaitmanComo é possível alcançar a eternidade e a perfeição? Isso só pode ser feito através da lei de equivalência de forma. Se a Luz e o desejo forem opostos entre si, a Luz anula o desejo; mas se eles forem iguais, apoiam-se mutuamente. Nesse caso, nós sentimos que eles existem, e essa sensação é chamada de vida eterna. É exatamente essa a intenção da ciência Cabalística.

Para se alcançar esse estado – a capacidade de viver eternamente e sentir a verdadeira realidade, à semelhança do Criador – nós temos que passar pelo processo de correção. Todas as correções caracterizam-se por tornar o desejo de desfrutar similiar à Luz; com isso nós observamos a “lei de equivalência de forma”.

Isso constitui toda a correção. Ou nós somos opostos ao Criador, da maneira como fomos inicialmente criados, ou, gradualmente, atingimos a equivalência de forma com Ele. Nós nos corrígimos enquanto a Luz e o desejo não se unem. No momento que eles se unem, nós nascemos para a espiritualidade.

Esse método de correção é chamado de ciência Cabalística (Cabalá significa “recepção” em hebraico). É a ciência sobre como receber a Luz dentro do desejo, de modo que a Luz não desapareça; deste modo, nós sentimos a realidade verdadeira e eterna. Esta é, de fato, uma grande sabedoria que não é tão simples.

Nós realmente não sabemos como fazer com que isso aconteça. Mas fazer acontecer é exatamente o nosso desejo mais profundo, que nem sequer estamos cientes. É por isso que nós existimos e o que estamos sempre buscando inconscientemente.

Quando atingirmos o primeiro contato com a Luz e percebermos isso dentro do nosso desejo, de modo que a Luz permaneça dentro de nós, o que significa que nós percebemos a vida eterna, porque a Luz está dentro de nós e não abrimos mão disso – é o nascimento espiritual. Ele também é chamado de êxodo do Egito.

Antes disso, nós temos que permanecer no exílio do Egito, na preparação para o nascimento espiritual e a redenção. É por isso que prestamos tanta atenção no estudo das fases que temos que passar no exílio Egípcio, a fim de sermos capazes de sair dele o mais rapidamente possível, com a ajuda de vários meios que foram preparados para nós pelos Cabalistas de todas as gerações.

Levantou-se Um Novo Rei Sobre O Egito

Dr. Michael LaitmanO Zohar, Capítulo “Shemot (Êxodo)”, Item 250: Por medo de que eles misturassem as tribos com o resto das nações … Ele exilou-as no Egito, que estava orgulhoso e desprezado, e odiava Israel. E elas ficaram lá até que a iniqüidade dos Amorreus estivesse saciada e elas viessem para a sua terra, pois havia o medo de se misturarem com o resto das nações.

Como nós podemos nos aproximar do estado desejado quando construímos a linha do meio dentro de nós? A linha do meio, que é a nossa semelhança com a Luz, com Aquele que dá, ou com o Criador, acontece justamente devido ao estado chamado de “Exílio Egípcio”, que se revela dentro de nós.

O meu desejo egoísta se torna tão grande que eu sinto que estou encerrado nele e que ele me controla. Então, eu começo a discernir entre eu e a minha natureza, entre eu e o meu egoísmo, ou entre eu e minhas qualidades.

Eu gostaria de mudar minhas qualidades, mas sou incapaz de fazer isso. Eu vejo que elas me prejudicam; eu percebo que eu me corrompo, que corrompo a minha vida, a vida daqueles que estão perto de mim, e o mundo inteiro. Eu coloco a mim mesmo e todos os outros em perigo, porque existo neste egoísmo infinitamente crescente que não consigo controlar. Mesmo assim, eu sou incapaz de fazer qualquer coisa com ele.

Em seguida, surge um estado onde a pessoa começa a perceber que a força que atua sobre ela é uma força estranha. Ela não se identifica mais com essa força. Ela começa a percebê-la como seu feroz inimigo. Isso é chamado de “Levantou-se Um Novo Rei Sobre O Egito” (Êxodo, 1:8). A pessoa começa a sentir que um novo domínio foi revelado, e que este não é ela, mas alguém que estabelece tudo isso para ela. Poderia ser a Natureza ou o Criador, mas não é ela. Ela ainda não sabe como se livrar dele.

Como se, de lado, a pessoa agora percebesse o seu desejo de receber prazer como algo alheio a ela. Ele começa a discernir o Criador como Aquele que organiza tudo isso para ela. Ela já tem a mesma atitude em relação ao faraó e o Criador.

Depois, ela experimenta uma divisão interna, a percepção de que existe uma Força Superior que determina tudo o que acontece com ela. No entanto, essa revelação não acontece por si só, mas só depois de várias horas de estudo, união com amigos no grupo, e trabalho na disseminação, durante os quais a pessoa está praticamente engajada na sabedoria Cabalística.

Escapando-se de Si Mesmo Em Outro

Dr. Michael LaitmanO que significa escapar de si mesmo, do seu Egipto?

Eu agarro-me a tudo o que eu posso possivelmente carregar e corro só para me esconder a mim mesmo. Mas, para onde fugir, se há absoluta escuridão Egípcia à minha volta? Estou trancado dentro do meu desejo; então, para onde posso eu fugir dele? Afinal, eu não tenho nada mais.

Eu posso ser incapaz de fazer isto por minha conta, mas eu preciso de aspirar por isso. Caso contrário, eu não tenho chance de sobreviver. A pessoa pega todos os recipientes (vasos) dos Egípcios e foge do Egipto à noite, no escuro. Para onde pode ela fugir se há escuridão à sua volta? O próximo estado também é  escuro, mas ela sente que está mais próxima da liberdade.

Mesmo se agora eu odeio os outros e não estou conectado a eles, eu ainda sei que o próximo estado é mais avançado. Por outras palavras, eu saio dos meus desejos para os desejos do meu próximo tanto quanto eu posso. Eu simplesmente fujo. Contudo, eu não vejo qualquer Luz neles por agora. Eu preciso de mostrar a minha prontidão de sair deles apesar da escuridão.

Eu alcanço o Mar Final (o Mar Vermelho), e estou pronto para saltar nele, dado que eu vejo que não há nada a brilhar para mim atrás, e eu sou incapaz de permanecer no meu ego por mais tempo. Estou pronto a matá-lo só para entrar nos desejos comuns, os desejos do meu próximo.

Apesar do facto de que eu não receberei nada para mim mesmo, eu vejo que o próximo grau (o espiritual) está lá. A pessoa compreende que os desejos externos das outras pessoas são de um grau superior em relação aos seus próprios desejos internos.