Textos na Categoria 'Torá'

Impulsionado Pela Língua Da Serpente

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que todos os prazeres desaparecem imediatamente? Eu fico tão feliz quando compro um carro novo, mas uma semana depois eu me acostumo e não me preocupo mais com ele. O que faz com que o prazer vá embora? Se tudo o que existe é a Luz e os vasos, o prazer não deveria ser eterno? Por que ele desaparece?

Resposta: É porque o Kli (vaso) muda. O carro não desaparece, mas o meu desejo se torna maior e o prazer recebido pela posse do carro já não o satisfaz. A mudança no desejo é qualitativa e não quantitativa. Na espiritualidade, o crescimento é mais qualitativo do que quantitativo.

O carro estacionado em minha casa ainda é bonito e novo, mas não me empolga como antes, embora tenha se passado apenas uma semana. Isso ocorre porque um desejo adicional (a “língua da serpente primordial”) se formou dentro de você, fazendo com que o “ser humano” em você pergunte: “O que esta compra me deu?”. Você nem percebe que tem este questionamento, mas mesmo assim ele desperta em você e estraga todo o seu prazer.

Após a quebra ou a queda da Árvore do Conhecimento, um ponto de conexão com o Criador surgiu em todo o tipo de prazer. Quando seu desejo é satisfeito, esse ponto pergunta se você alcançou o prazer eterno. Ele força você a procurar imediatamente uma outra forma de satisfazê-lo. Nós avançamos desta forma ao longo de toda a história, e não teríamos nos desenvolvido se não fosse assim. É isso que distingue a pessoa de um animal: o nascimento de novos desejos.

A necessidade inconsciente de se tornar semelhante ao Criador tem nos impulsionado continuamente desde o momento que saímos das cavernas até os dias de hoje, e este é o resultado do pecado primordial. Nossos desejos (Adão e Eva) teriam permanecido como animais  se o “ser humano” em nós não tivesse crescido constantemente. Nós começamos a sentir vergonha em relação ao Criador, pois percebemos como somos diferentes Dele. A vergonha é que nos leva a perguntar: “O que eu ganho com isso?”. Inconscientemente, nós pensamos conosco mesmo: “Por que eu preciso de um carro se estou tentando alcançar o Criador?”. Mesmo que nós não estejamos cientes de nossa conexão com o Criador, este vazio que nos rói por dentro vem Dele .

Da 4a parte da Lição Diária de Cabala 02/9/10, “Introdução ao Livro, Panim Meirot uMasbirot

O Tipo De Pergunta, O Tipo De Resposta…

Dr. Michael LaitmanPergunta: Onde estava Adão quando a serpente estava tentando Eva? Se ele estivesse ao lado dela naquele momento, ele poderia ter afugentado a serpente ou ter protegido Eva, pedindo-lhe para não ouvir o “mal” sedutor.

Resposta: Ele inclinou-se para a esquerda, para a serpente da esposa.

Onde Começa A Liberdade

Dr. Michael LaitmanHá duas etapas ao longo de nossa ascensão ao mundo espiritual, e a primeira é a obtenção de um desejo (Hissaron). Em nosso mundo corpóreo, nós nascemos com o desejo de revelar este mundo, para governr, tirar vantagem e conectar-se a ele. Porém, no mundo espiritual, é diferente, pois precisamos ganhar esse desejo.

É a Luz que nos ajuda com isso. Nós a usamos para organizar o nosso desejo egoísta de uma forma oposta e altruísta, que nos permita obter o desejo de doação, ou seja, um Kli (o vaso espiritual é o desejo de doar) espiritual.

Em nosso mundo, nós é dado o desejo de receber, entender e sentir. Da mesma forma, no mundo espiritual, há o desejo de doar, amar, conectar e unir-se. Como nós podemos obtê-lo? Evidentemente, nós só podemos recebê-lo da Luz que Corrige e nada mais. Para isso nós precisamos, pelo menos, de algum desejo inicial de receber o impacto da Luz. Este minúsculo desejo inicial é chamado de livre arbítrio, o qual nos é dado de uma forma muito simples e distinta: como um único ponto que podemos encontrar e discernir dentro do nosso estado atual.

Isto só pode ser alcançado através da conexão entre nós e do nosso esforço coletivo, com a condição de que tenhamos o desejo de nos unirmos e dependermos uns dos outros. Se tais relações são encontradas entre as almas (ou pessoas que as carregam), então, de acordo com os nossos esforços, a Luz se revela, começa a nos dar um novo desejo, e passa seu próprio desejo para nós.

Este é o único trabalho verdadeiro que a pessoa tem, como o Baal HaSulam explica em seu artigo “A Liberdade”: Nós precisamos fazer o mínimo esforço, num sentido seletivo, estreito, e claro em relação ao ambiente, e como resultado da medida deste esforço, a Luz desce sobre nós. Ela purifica nossos desejos (seu lado oposto), nos dá a sensação de carência, de acordo com o qual nós revelamos todos os nomes sagrados do Criador até a plena revelação da Luz (todos os nomes do Criador).

Assim, a pessoa alcança o estado espiritual em que “Israel (o desejo da alma pelo Criador), a Torá e o Criador e se tornam um”, isto é, todos os desejos do homem tornam-se equivalentes à Luz que os corrigiu. Através destes nomes sagrados a pessoa atinge toda a Luz geral chamada a Torá e o Criador (o propósito da criação “deleitar as criaturas”), que é revelada nesta Luz.

Tudo isso é revelado no desejo da pessoa. A Torá é a revelação do mundo espiritual alcançada através da revelação individual e parcial da pessoa dos nomes do Criador.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabala 11/08/10, “Você Sempre Deve Discernir Entre a Torá e o Trabalho”

Nós Existimos No Mundo Do Infinito

Dr. Michael LaitmanNós existimos em um oceano de Luz do Infinito que contém todos os nomes sagrados do Criador. Esses nomes devem ser revelados em nossos desejos, na medida de sua equivalência com uma qualidade especial do Criador incluída nesta Luz Infinita. Esta força geral (a Luz) é chamada de “Torá”. Naturalmente, hoje nós somos incapazes de valorizar e saber disso. Isto está além de nossas capacidades e desejos.

No entanto, é isso que nós podemos fazer: se nós desejamos nos equivaler à iluminação que chega até nós a partir desta Luz infinita, nós podemos alcançar certa equivalência parcial e sentí-la dentro de nós como a revelação do “nome sagrado do Criador”. A Santidade está acima do “corpo”; ela é a doação ou a qualidade de Bina. Afinal, o “nome do Criador”é um vaso espiritual, um “Kli“, ou um desejo corrigido (ou seja, o desejo com a intenção de doar).

Devido à força da Luz, o nosso desejo adquire uma tal forma (intenção) que pode estabelecer uma conexão com o Criador, ou seja, com a Luz ou a Torá (os nomes do Criador). Desta forma, ao sermos influenciados pela Ohr Makif (a Luz Circundante), nós revelamos gradualmente qualidades e ações separadas dentro de nós que são semelhantes à Luz ou a Torá.

Tudo isso é percebido e mensurado dentro de nós e em relação a nós (os receptores), na medida em que somos semelhantes às qualidades da Luz, isto é, de acordo com a lei da equivalência de forma. Apenas ao nos tornarmos equivalentes à Luz é que seremos capazes de sentí-la.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabala 11/08/10, “Você Sempre Deve Discernir Entre a Torá e o Trabalho”

A Liberdade É Um Presente Da Serpente Primordial

Dr. Michael LaitmanEm algum momento, nós chegamos a perceber que toda a nossa vida pode ser dividida em dois períodos conforme a forma como o Governo Superior, o Criador, nos trata. A primeira “metade” é a nossa infância, quando a natureza (todos a nossa volta) nos protege em todos os sentidos, e a segunda “metade” é quando essa proteção acaba. Eu me torno adulto e a natureza começa a pressionar-me, exigindo e carregando-me com responsabilidades.

É difícil entender porque as coisas são assim, bem como porque um ser humano nasce totalmente indefeso, caindo nos braços da mãe e do pai e tornando-se um fardo para a sociedade. E porque na segunda parte de sua vida, logo que ele se torna auto-suficiente, ele tem que trabalhar duro e se preocupar em como proteger os outros e dar uma infância feliz para eles, tal como foi previsto por ele.

Este é um reflexo de uma lei espiritual, onde a parte inferior (AHP) do Partzuf Superior desce até a parte superior (Galgalta Eynaim) do Partzuf inferior, a fim de empurrá-lo para frente. Isso acontece porque as nossas qualidades e as qualidades do Criador devem penetrar-se mutuamente, e isso ocorre na forma inversa, por meio da quebra, conhecida como “Pecado original de Adam HaRishon“. Com a ajuda do Mal original (a serpente), nós adquirimos uma área especial oca (vazia) dentro de nós mesmos, o lugar para a alma no futuro. É o lugar onde nós estaremos unidos ao Criador e atingiremos Seu nível, tendo conhecido o bem e o mal.

Este é o caminho que nós teremos que caminhar. Por enquanto, nós ainda não possuímos este ponto de independência e somos governados com a ajuda de “anjos” do Alto (Forças superiores). Em outras palavras, tudo o que temos vem Dele. Primeiro, a Luz atua em tudo e nós somos apenas subprodutos disso.

Como, então, em primeiro lugar, nós criamos a criatura, e, depois, a revelação do Criador, a construção do Criador na criatura? Se eu existisse neste mundo sem qualquer apoio e se não houvesse nenhum Cabalista diante de mim, onde eu teria a oportunidade de livre arbítrio, esse ponto profundo?

O Criador pode me dar tudo, mas esta liberdade não deve vir do meu desejo de receber prazer, porque embora esse desejo seja completamente oposto à Luz, ele ainda é totalmente governado pela Luz, somente na forma inversa. As ações da Luz, e meu desejo de receber pulam para o lado oposto, como em um balanço. Então, de onde ve a minha independência, sem a qual toda a criação não teria nenhum propósito?

Nós a recebemos extamente do Mal primordial. Não temos outro lugar de onde tirar isso.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabala 15/08/10, “Introdução ao Livro, Panim Meirot uMasbirot

Tu Farás O Bem!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se Abraão e Lot estão ambos dentro de uma pessoa, como é que um deles é perfeito e habita na morada do Criador e o outro fica com os cruéis?

Resposta:
Pode Abraão alcançar Elon Moreh (o lugar da união com o Criador, o estado de Brit – adesão com o Criador) sem Lot? Como irá uma pessoa alcançar a santidade (a propriedade de doação) se ela não tem uma Klipa (desejo egoísta) em primeiro lugar?

Está escrito: “Eu criei a inclinação do mal e dei a Torá para a corrigir”. Não há santidade no mundo. O Criador criou a Klipa ou a intenção má e malvada. Ele não criou o bem. Ele não diz: “Eu criei a má e boa inclinação. Escolha a boa”. Pelo contrário, Ele diz: “Tu farás o bem (ao corrigir o mal que eu criei). Mas fui Eu quem criou o mal”.

Como irá o homem alcançar Elon Moreh, o lugar de sua primeira união com o Criador, se ele não tem nem Lot nem Sodoma? Ele irá alcançar este estado apenas depois de ter feito correcções. Desta forma, Lot tem de estar próximo a Abraão até que eles se separem. Contudo, Lot volta numerosas vezes. Desta maneira, uma pessoa faz discernimentos.

Sem discernimentos e correcções você não tem santidade, a qualidade de doação. A Santidade por si mesma não existe – nós construímos-a. Esperemos que tenhamos sucesso!

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabala 19/07/10, O Zohar

As Histórias Da Torá Tornam-se Revelação

No Zohar, Capítulo “VaYetze (E Jacó Saiu) – Parte 1″, item 127: Por esta razão, Léa não aparece, mas sim Raquel, para atrair os olhos e coração de Jacó com a beleza de Raquel, de modo que ele montou a sua habitação ali. E graças a ela, Léa, também, acoplou com ele e deu todas essas tribos. Como Jacob sabia quem Raquel era? Afinal, ele não a conhecia? Os pastores lhe disseram, como está escrito: “E, eis que sua filha Raquel vem com as ovelhas.”

Todas estas propriedades – “bem”, “água”, “Haran”,  “Jacó”,” Lavan, “Raquel”, “Léa”, “pastores” e “rebanho” – estão dentro de nós. A Torá explica como distinguir e classificar essas forças dentro de nós mesmos.

Pode ser comparado a um jogo de construção. Temos que discernir os nossos desejos interiores e, referindo-se à imagem que a Torá nos atrai, a posicionando cada um deles no lugar certo. Nós continuamos fazendo isso até chegarmos a imagem interna inteira que mostra as conexões entre todos os desejos e as propriedades que a Torá descreve, entre – o rebanho “,” bem “,” água “, e assim por diante – em seu inanimado, vegetativo , animal e os níveis da fala, na realidade espiritual inteira.

Assim como eu organizo esta imagem corretamente de acordo com as instruções da Torá, eu sou capturado em uma seqüência de um filme e eu passo para o próximo quadro. É assim que avançamos a partir de uma seqüência a outra, um nível após o outro. A cada passo, a Torá diz-nos como desenvolver a partir de um nível para outro através de mudanças internas.

Mudando as nossas forças internas e as propriedades de acordo com a história da Torá, nós avançamos com as narrativas da Torá. Isto é, quando as histórias se transformam em revelação da Torá.

Da segunda parte da lição diária de 24/06/10 a Cabalá, O Zohar

Como Lidar Com “Cobras Venenosas”?

Um breve resumo da porção semanal da Torá “Chukat” Parte 7: Mais uma vez, a nação começa a queixar-se de ter partido do Egito. Em contrapartida, o Criador envia cobras que matam muitos, e então a nação pede a Moisés que reze para a aflição ser removida. Moisés reza por eles e recebe as instruções sobre como resolver a situação com a ajuda de uma “serpente de bronze.”

Durante todo o caminho espiritual, uma pessoa torna-se confusa com várias perguntas e não sabe o que fazer. Ele se curva sob esse fardo, provocando o aparecimento de “cobras venenosas,” desejos de prazer instilados no próprio fundamento da criação. No entanto, aparentemente por criar uma “serpente de bronze” uma pessoa pode ajudar a si mesma. Ela começa a entender e sentir que tudo o que ela percebe não é realmente vivo, mas é na verdade uma estátua “. [Leia mais →]

A Medicina Mais Poderosa: Gotas De Sorte

Dr. Michael LaitmanO Baal HaSulam explica que o estudo da Torá (Cabala) difere de todas as outras atividades no mundo. Nenhuma qualidade especial deste mundo pode ajudar a pessoa a estudar a Torá, seja ela a inteligência, a sabedoria, a criatividade, uma mente afiada, a erudição ou o conhecimento. Apenas a Luz, agindo sobre a pessoa, pode ajudá-la a avançar. Este avanço está na correção e não no acúmulo de conhecimento.

Portanto, o estudo da Torá pode ser comparado a um procedimento médico que nós nos submetemos. Nossa chegada à lição de Cabala é semelhante a uma pessoa que vai ao médico para um tratamento. Se a pessoa deseja esse tratamento e prepara-se a cada vez, esperando que ele a  torne melhor, depois de muitos procedimentos (muitas lições de Cabala), ocorre a correção.

Assim, nós também precisamos verificar e determinar se abordarmos os estudos com a intenção correta. Nossa intenção é particularmente importante ao estudar O Livro do Zohar,  uma vez que este é o meio mais poderoso e eficaz para se trabalhar contra a nossa natureza. Também é necessário verificar e avaliar a nós mesmos depois da aula, após esse “procedimento médico”. “Eu avancei de alguma forma em direção à meta (ao amor e a doação), em direção ao desejo de me unir com o grupo? Eu sinto mais a grandeza da meta?”. Se assim for, eu sinto a importância da meta, a importância da espiritualidade e do Criador com maior intensidade, e isso me dá energia e vontade para avançar.

O quanto nós entendemos O Livro do Zohar é irrelevante. Não importa se a pessoa não conhece a língua original do Zohar ou se tudo que ele nos fala parece muito distante e desconhecido. Até mesmo as pessoas que têm estudado a Torá na sua interpretação simples durante toda a sua vida, também não sabem o que está escrito no Livro do Zohar. Elas são ainda mais confusas do que aqueles que nunca estudaram a Torá.

Portanto, nós devemos abrir os nossos corações (e não os nossos ouvidos e mentes) para receber o medicamento. É necessário que o nosso coração egoísta possa ser transformado em um coração altruísta, sob a influência da “qualidade maravilhosa” (Segula) contida no Livro do Zohar. Nós devemos aceitar cada palavra que lemos no Zohar como uma infusão gota a gota. Na verdade, a Luz chega até nós gota a gota, e portanto, estas são chamadas de “gotas de sorte (fortuna)” (”Mazalot“, da palavra “Nozel” – gota). Por esta razão, nós devemos esperar pacientemente que este medicamento nos influencie, gota a gota, até que alcancemos o “sucesso completo”.

Da primeira parte da Lição Diária de Cabala 02/06/10, O Zohar

Tentado Por Uma Minúscula Centelha De Luz

Recebi uma pergunta: Como é possível que alguém possa usar a Cabalá e a Torah egoisticamente? Alguém que não possui uma tela espiritual e a força da doação pode atrair a força da Luz Superior para seu próprio benefício? Não existe todo um sistema de mundos e restrições que nos impedem de receber a Luz egoisticamente?

Minha resposta: Se você escolhe a Torah e deseja receber dela poder, você o terá uma vez que você está lendo a fonte primária relacionada com o mundo espiritual. Ela foi escrita por uma pessoa que estava no processo de alcance do Mundo Superior. Se você a usa individualmente, para satisfazer seu egoísmo, para o benefício de seus próprios propósitos, então você está usando somente uma minúscula quantidade de força que ela contém.

E mais, nós vemos quão mais egoístas ela torna as pessoas quando o lugar da “patroa” é tomado pela “criada”. A pessoa não só não recebe correção através dela, ela se torna pior! A pessoa pensa que agora ela é dona desse mundo e do mundo futuro, e que ela merece uma recompensa; ela se sente orgulhosa frente aos outros e se considera “um escolhido”, que está acima deles.

É a Torah que está fazendo isso com a pessoa; ela se torna um narcótico mortal para tal pessoa. Se, porém, ela deseja usar a Torah corretamente, ela faz isso no grupo que se constrói como a alma comum, como está escrito no recebimento da Torah: “Como um homem com um coração”. Esse é o tipo de compromisso para o qual a Torah é dada; de outra forma, como fomos admoestados: “nela haverá o lugar de sua (espiritual) morte!”