Textos com a Tag 'Espiritualidade'

Punição Espiritual

Dr. Michael LaitmanA natureza deste mundo é egoísta, e nós nascemos no desejo cuja natureza é de receber. Assim, este desejo está constantemente a puxar e me empurrar para o prazer, não me deixando em paz por um segundo. Cada momento ele está a criar uma nova necessidade em mim, atiçando-me com novas fontes de prazer. Acontece que neste mundo eu estou sob persistente pressão da força da natureza que desperta em mim a sensação de dor e sofrimento. Assim, se eu não fizer nada, não há punição. O impulso de fazer algo deriva da natureza, porque eu sou controlado pela força que me está a empurrar a mim “de trás.”

Por outro lado, não há força impulsionadora no desenvolvimento espiritual, dado que não há coerção lá. Depende de mim ganhar, reunir, acumular, e ordenar uma força dentro de mim mesmo que me irá avançar. Desta forma, para ajudar a nós que residimos dentro de nosso egoísmo (o desejo de receber prazer) a avançar espiritualmente, nós somos “punidos” se nós não trabalhamos. Isto é, nós somos punidos por inacção.

Se nós começarmos a prestar atenção aos nossos sentimentos, nós iremos reconhecer que eles vêem do Criador. Isto irá nos ajudar grandemente a reagir mais correctamente e a avançar. Se nós começarmos a ver que a atitude do Criador para conosco, punição por nossa inactividade no trabalho, em cada estado que nós atravessamos, nós seremos capazes de nos preparar-nos melhor para cada nova acção momento a momento. Nós iremos ver que o Criador é sempre o primeiro e que Ele nos convida e nos cnoduz a agir. Tudo o que precisamos de fazer é prestar atenção ao que Ele está a dizer, e como Ele está a trabalhar connosco, e de acordo com isso, discernir os detalhes de nosso trabalho. Posteriormente, nosso inteiro trabalho implica unirmos nossas almas, onde o Criador se irá revelar a Si Mesmo a nós.

Dentro desta união, sentindo como o Criador nos está a guiar, nós iremos começar a perceber a Luz Directa, a Luz Reflectida, e todas as outras acções que nós estamos a estudar na sabedoria da Cabala. Nós iremos começar a percepcionar como elas se manifestam entre nós. Desta maneira, o Criador empurra-nos para que nossos desejos correspondam aos Seus.

Assim, o Criador não nos pune mas corrige nossa trajectória.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabala 18/07/10, Artigo, “Eu Sou o Primeiro e Eu Sou o Último”

Legos Para A Alma

Dr. Michael LaitmanTodos os graus da espiritualidade são “pré-cortados”; eles foram predeterminados em avançado pela descida da Luz de Cima para baixo. Isso é similar a uma fábrica de brinquedos que fabrica conjuntos de construção Lego. O Criador criou uma imagem completa no Mundo do Infinito, e então, ao descer de Cima para baixo, “cortou” ou dividiu a imagem em mais e mais partes. Isto continuou até que as “peças de Lego” estavam prontas a ser dadas à “criança” que existe neste mundo precisamente no fundo da descida abaixo.

Uma “criança” neste mundo começa a reunir a imagem do Criador de volta à sua forma original. Ela coloca mais e mais peças juntas até que a imagem esteja completa. Como é que a criança se beneficia deste “jogo”? Enquanto faz este trabalho, a criança experimenta grandes mudanças durante sua ascensão de volta ao Mundo do Infinito. Ela torna-se mais inteligente e madura devido a seu trabalho. Os passos de ascensão não têm valor por si mesmos; o que importa é como eles afectam a pessoa. Nomeadamente, enquanto sobem a escada espiritual, as almas tornam-se mais equivalentes  ao Criador.

O Criador atirou-nos para baixo propositadamente, do Mundo do Infinito para este mundo, para que nós pudéssemos subir de vollta ao reunir a imagem do Criador dentro de nós. Esse é o objecto do jogo!

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabala 16/07/10, Artigo, “A Sabedoria da Cabala e Sua Essência”

Sem Momentos Inúteis Em Nossas Vidas

Dr. Michael LaitmanUma pergunta que recebi: Como nós podemos imaginar os processos que ocorrem na espiritualidade e que são descritos na sabedoria da Cabalá? Onde e quando eles ocorrem, ou eles já ocorreram?

Minha resposta: Todos estes processos já ocorreram em nossas raízes espirituais. Tudo que nós fazemos é revelá-los, ascendendo de baixo para cima e assim aproximando-nos deles. Mas tudo já “ocorreu”. Na espiritualidade, o tempo é uma seqüência de causas e efeitos.

O Criador criou o desejo de desfrutar. Então, esse desejo recebeu a Luz. Depois, ele começou a experimentar a vergonha, restringiu-se, tomou a decisão de começar a receber de forma altruísta (usando uma tela/intenção), e começou a receber a fim de doar, de acordo com o grau de sua capacidade, e assim por diante. Em outras palavras, nós estudamos uma seqüência de ações que aconteceram antes de começarmos a senti-las.

Aqui eu estou nascendo, e a partir deste momento, eu começo a sentir-me. Eu sei que antes de nascer, havia outras pessoas vivas, mas eu não sei o que realmente significa “antes de mim”. Eu começo a perceber a realidade somente a partir do momento em que eu nasci. “Segundo a minha percepção da realidade”, parece que há outras pessoas por aí que nasceram antes de mim e até mesmo algumas que estavam vivas e morreram antes de eu ter nascido. Mas tudo isso só existe na minha realidade, na qual nasci e vivo atualmente. “Eles” são algo que eu concebo como imagens na minha cabeça. Todos nós trabalhamos apenas com o nosso desejo interior que precisa ser esclarecido.

É por isso que a minha realidade começa com o nascimento. Tudo o que supostamente aconteceu antes de eu nascer é uma preparação para a minha sensação atual. Relaciona-se com o Criador e Suas ações dentro de mim. Ele as realizou para preparar-me para perceber o mundo e a realidade à minha volta, do modo como eu faço a partir do momento do meu nascimento. Quem é meu pai e minha mãe e todas as pessoas que me rodeiam? Por que elas agem dessa maneira? É o criador que preparou este sistema que cuida de mim. O mundo todo que eu percebeo é feito pelo Criador para o bem do meu trabalho.

Portanto, nossa vida está conectada com os processos espirituais que se destinam a levar-nos ao despertar espiritual e à revelação de novas sensações. Você realmente acha que existe um momento inútil em sua vida?

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 8/07/10, “Introdução ao Livro, Panim Meirot uMasbirot

A Estação De Radio Do Criador

A fim de sintonizar-me à onda do Criador, eu preciso ajustar meu “diapasão” (a bússola do meu instrumento) – o grau de doação (tela). Eu sintonizo o meu desejo de desfrutar a doação e, dependendo desse desejo, eu pego diferentes “estações de rádio” do Criador.

Altero a freqüência do comprimento da onda, e passo de um nível (Aviut) do desejo do outro, e com base sobre isso eu percebo influências do Criador. Como posso saber que eu me sintonizo corretamente? Eu sei disto pela reação. Se eu “pego” uma onda dele e recebo algo, isso significa que eu estou sintonizado com doação.

Se eu pudesse ver em que sentido giraria o botão do rádio sintonizador a fim de me aproximar e mais claramente me sintonizar com um de Seus canais. Se fosse marcado como no rádio. Mas não há tais etiquetas no mundo espiritual. Embora, se chegarmos a um estado em que somos capazes de ajustar a nossa sintonia, a alma começa a nos ensinar.

Da quarta parte da Lição Diária de Cabala de 8/7/10, “Introdução ao Livro, Panim uMasbirot Meirot”a

Se A Espiritualidade Se Tornasse A Nossa Vida…

Dr. Michael LaitmanDurante a leitura do Livro do Zohar, a coisa mais importante é pensarmos sobre a conexão entre nós, a fim de nos tornarmos “como um homem com um só coração”. A Luz que Corrige está perto e tudo depende dos nossos esforços em nos unirmos no sistema de Adam HaRishon.

Esta Luz influencia exatamente as conexões quebradas entre nós. Se nós tentamos nos unir e somos incapazes disso, então, a Luz nos une. É dito no número 155 da “Introdução ao Talmud Eser Sefirot” que a pessoa é influenciada pela Luz Circundante na medida em que ela aspira saber o que estuda. O que significa “saber o que você estuda”? Não significa adquirir conhecimento, como no nosso mundo.

Na espiritualidade tudo é alcançado através da conexão. Portanto, “conhecer” significa conectar- se, como está escrito: “E Adão conheceu Eva”. Portanto, quanto mais nós aspiramos nos conectar uns com os outros através do desejo de doação e amor, mais despertarmos a Luz Circundante, e, depois, a Luz da Sabedoria (Ohr Hochma). Esta Luz surge e age apenas no local onde nós desejamos nos unir mas não conseguimos.

Portanto, não faz sentido tentarmos estudar O Livro do Zohar como uma ciência ou sabedoria, pois nós não entendemos sua linguagem ou sobre o que ele está falando. Para compreendê-lo, nós temos que estar no mesmo mundo.

Portanto, nós temos que tentar nos unir. Então, a Luz Circundante surgirá exatamente nos lugares onde falta a conexão entre nós. A Luz nos unirá, e através das conexões restauradas nós sentiremos a qualidade de doação, o Criador, a Luz de Hassadim, e dentro dela revelaremos a Luz de Hochma.

Portanto, o nosso estudo como um todo deve ser precedido pelo desejo de nos unirmos uns com os outros, e não devemos esquecer isto enquanto estudamos O Zohar. O Baal HaSulam escreve o seguinte no item 17 da “Introdução ao Talmud Eser Sefirot“: “Portanto, o estudante promete, antes do estudo, fortalecer-se na fé”, isto é, na qualidade de doação, que ele deseja alcançar como resultado do estudo, de modo que ela se torne sua vida.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 6/07/10, O Zohar

Quando A Espiritualidade Se Torna A Nossa Vida

Dr. Michael LaitmanIntrodução ao Livro, Panim Meirot uMasbirot, Item 3: Esta força sensorial no nível Animal é muito limitada em tempo e espaço, dado que a sensação não opera sequer na distância mais curta fora de seu corpo. Do mesmo modo, ele não sente nada fora do seu próprio tempo, isto é, no passado ou no futuro, mas apenas no tempo presente.

Acima deles está o nível Falante, consistindo de uma força emocional e uma força intelectual juntas. Por esta razão, seu poder é ilimitado pelo tempo e o espaço… .

Isto é assim devido a sua ciência, que é uma matéria espiritual, ilimitada pelo tempo e espaço. A pessoa pode ensinar a outras onde quer que elas estejam no todo da realidade, e no passado e o futuro ao longo das gerações.

Ao lermos estes livros, nós ficamos espantados pela imensa sabedoria dos Cabalistas que os escreveram. Eles podem escrever milhares de histórias para nós sobre o mundo espiritual, uma vez que este mundo está aberto para eles. Eles simplesmente contam-nos o que vêem.

O Cabalista vê o mundo de um extremo ao outro; ele vê todas as suas forças internas e conexões. Ele toma certa secção dele e começa a explicá-la a nós. Cada uma de suas descrições reflecte uma sabedoria inimaginável e é uma descoberta surpreendente para nós. Nós ficamos surpreendidos em relação a como ele poderia saber sobre estas coisas. Contudo, ele não precisa de uma inteligência especial para isto; ele simplesmente vê esta imagem à frente dele porque ele mudou sua natureza.

Desta forma, se nós pensarmos que seremos capazes de alcançar o que está escrito usando nossos cérebros, ordenando sistematicamente tudo com nossas mentes, isso é um grande erro. Isto não nos irá ajudar. Nós precisamos de nos elevar a um nível espiritual; então, aquilo que os Cabalistas falam se irá tornar parte de nossas vidas. Nós iremos compreender naturalmente que as coisas são simplesmente como os Cabalistas descreveram e elas não podem ser de outra maneira.

Nós lemos os artigos e os livros de forma a atrair a Luz que Corrige. E quando nós voltarmos à Fonte, todos estes conceitos irão “entrar” em nós e se tornarão óbvios para nós. Eles irão ocorrer dentro do nosso corpo espiritual.

Logo, nós não devemos nós desesperar que não conseguimos perceber todo esta material com nossas mentes. Nós precisamos de desejar a mudança interna, para que tudo isto se torne nossa própria natureza e então nenhuma palavra será necessária! Tal como é natural para eu ver pedras, animais, e as pessoas à minha volta, eu verei a  realidade espiritual tão claramente como isso. Quando o mundo espiritual for revelado a mim, ele deixará de ser uma “ciência” para mim; ele irá tornar-se simplesmente a minha vida.

Não se preocupe, ninguém nos irá testar sobre este conhecimento e exigir de nós que o memorizemos. Isto não irá ajudar de forma alguma. Que nada permaneça nas nossas cabeças do que lemos; manter a intenção é tudo o que importa. O resto não é importante, mesmo que eu tenha esquecido o que eu aprendi há um segundo atrás. É essencial nunca se esquecer o objectivo e a atitude correta para com os estudos.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/06/10, Introdução ao Livro, Panim Meirot uMasbirot

Reconhecendo A Grandeza Da Oportunidade

Deixe-nos lembrar uns aos outros e sermos inspirados pela grandeza da meta espiritual e pelo ambiente que aspira por ela; deixe-nos apreciar a oportunidade única para a livre escolha que nos foi oferecida. Quantas pessoas no mundo podem agir livremente? Se todos estão seguindo cegamente o comando de sua natureza, então ninguém verdadeiramente “atua”. Se eu sou completamente governado desde o Alto, então “eu não existo”, como foi dito: “Eu vim e não há ninguém”.

Há bilhões de pessoas no mundo, mas elas não existem, aparentemente, desde que nenhuma delas é livre em suas ações. Sem uma pessoa com livre arbítrio não existe mundos, há somente o Mundo da Infinidade. No que diz respeito ao Criador, nada mais existe. Somente uma pessoa que realiza uma ação livre existe. Imagine esse quadro do mundo: total vazio. Somente uns poucos desejos que acordam e são capazes de executar ações livres aparecem nele.

Você, também, tem a oportunidade de adquirir liberdade e se tornar Humano. Tomara que reconheçamos a grandeza dessa oportunidade única.

O Superior Não Erra

Dr. Michael LaitmanDurante toda a nossa jornada espiritual, nós devemos continuamente progredir procurando aplicar a fé acima da razão. Nós desejamos alcançar a percepção espiritual, entrar na área do Criador, e atrair Suas forças, que é precisamente como nós praticamos o uso da fé acima da razão. Isso ocorre quando nós não caminhamos com os olhos vendados, mas somos guiados pela força de doação.

Não é com o uso da minha própria mente e percepção, senão guiado por um degrau espiritual mais elevado. Eu estou a caminhar junto com ele de uma maneira na qual eu aceito a mente e a percepção do Superior, exaltando-as acima e apesar das minhas próprias. Desta forma, eu adquiro novas qualidades, mais lógicas e superiores. Mas para mim, elas não parecem necessariamente lógicas.

Isto é o que está a acontecer connosco precisamente agora. Nós enfrentamos esse mesmo problema. Eu devo tratar meus amigos e o mundo de acordo com o principio: “Ama os outros como amas a ti mesm”. Eu tenho de amar e me unir com eles e fazer algo comigo mesmo, não tenho? Como posso eu concretizar isso? Eu não gosto disso, e sou incapaz disso.

É aqui que eu tenho de aceitar esta condição, a lei da “fé acima da razão”, e decidir que eu o vou fazer. Eu tenho a oportunidade de encontrar esta condição através da acção, mesmo que eu a ressinta. Está escrito sobre isto: “Faremos e escutaremos!”. É por isso que, de acordo com aTorá, o bastão de Moisés floresceu. Tudo isto ocorre através da bênção de Cima, quando nós aceitamos a mente do Superior, o que significa seguir o Criador.

Na verdade, o Criador é um degrau mais elevado e não algo nebuloso. Uma criança aprende com um adulto da mesma maneira: ela abre sua boca e literalmente apanha cada palavra, gesto, e comportamento do adulto. Não importa o que o adulto mostra, ela irá copiar tudo. É assim que ela cresce.

Nós temos de fazer o mesmo com a ajuda de uma tremenda força contra nossa natureza; nós obrigamo-nos a nós mesmos a aprender do grau espiritual mais elevado. Nós chamamos a isto fé acima da razão. Essa mesma força que eu adquiro do Superior dá-me percepções, mente, e uma grande dose de conhecimento e informação. Devido ao facto que eu tenho de avançar contra o meu presente estado, isso é chamado fé acima da razão. Todavia claramente não é assim porque no nível espiritual mais elevado há um desejo maior de receber prazer; logo, ele é também maior na intenção de doar. Obviamente, o degrau espiritual mais elevado é oposto a mim e nunca parece lógico.

O Superior parece sempre estranho, confuso, e incorrecto em relação ao inferior, porque o Superior é contrário e obscuro a mim; desta forma, eu estou certo que o Superior está enganado. E apenas com a experiência é que nós podemos ver que o Superior não erra. Mesmo que Seu comportamento pareça estranho e ilógico, você simplesmente não compreende Seus cálculos. E todavia, Ele nunca erra no caminho.

Da Porção Semanal da Torá 6/11/10

O Primeiro Contato Com A Espiritualidade

Dr. Michael LaitmanUma pergunta que recebi: Além de pensar em estudar junto e querer se corrigir, qual deve ser a nossa conexão com o texto durante a leitura do Zohar?

Minha resposta: A conexão com o texto do Zohar virá mais tarde; você começará a sentir como ele lhe instiga. O Zohar toca a camada mais interna do coração da pessoa, como se fosse uma carta muito pessoal, íntima, que mudasse sua vida, uma carta de alguém muito querido para você.

Você pode passar por vários estados, mergulhar em pensamentos e ações; no entanto, quando você volta ao Zohar, você sente que ele lhe anima. Ele preenche, acalma, acaricia, abraça e envolve. Este texto expressa o estado da alma que está em absoluta adesão com o Criador.

Depois que a pessoa recebe a primeira sensação da espiritualidade, ela já sabe o que isso significa. Ela não pode viver sem ela. Para ela, é como uma mensagem muito pessoal e interior do Alto, como uma “água gelada para uma alma cansada”.

O primeiro sentimento é seguido por sensações mais complexas e ricas que explodem em um drama completo. No entanto, primeiro nós precisamos de um contato inicial que requer alguns anos de trabalho sério. Se nós fizermos isso junto e realmente o desejarmos, ajudando e obrigando uns aos outros, levará menos tempo.

Nós precisamos estabelecer um contato com a espiritualidade. Pode até não ser a adesão inicial, mas certa expectativa e sensação que transcende as fronteiras da nossa realidade comum. Aparentemente, tudo continua igual, mas acima de tudo há um estado a partir do qual a pessoa se une ao Zohar.

Da primeira parte da Lição Diária de Cabalá 14/06/10, O Zohar

Crescer Na Espiritualidade

Laitman_052O grupo cabalístico é o AHP do Superior, Malchut que incorpora muitas outras almas nela. Eu sou o mais inferior, e a minha tarefa é conectar o meu ponto no coração às outras almas, apesar delas serem estranhas a mim. Se eu anular meu ponto no coração em relação ao Superior, ele se transforma em meu GE (Galgalta ve-Eynaim), e graças ao Superior, adquire uma forma. O Superior dá a ele tudo o que for necessário para o crescimento, dando-lhe a estrutura, ou seja, todas as almas, todo o Mundo do Infinito, todo o vaso da alma comum.

Se você quer se tornar um objeto espiritual (Partzuf), você deve se aderir ao Superior, e o AHP dele se tornará seu mundo recém-revelado. À medida que você se agarra ao AHP do Superior, o seu ponto no coração se expande, graças às partes do AHP.

Aderir significa aceitar o seu domínio sobre mim, como o Baal HaSulam escreve no artigo “A Liberdade”. O AHP do Superior é o meu ambiente. Através do apego a ele, eu recebo dele tudo que eu preciso, muito parecido com o embrião que recebe sangue, oxigênio e nutrientes de sua mãe. Eu faço isso para que o meu ponto no coração se transforme em um organismo espiritual.

Este organismo será parecido com o que eu recebi do AHP do Superior, do grupo. No entanto, ele será a sua manifestação no meu ponto no coração, no meu gene espiritual. Em outras palavras, ele será partilhado por ambos, o grupo e meu próprio ponto no coração. Isso é semelhante ao modo como a criança se parece um pouco com sua mãe e seu pai, mas recebe sua essência do Criador.

Eu me transfiro para as “mãos” do Superior; eu apresento o meu desejo a ele, o meu pedido de me tornar a parte onde as linhas da direita e da esquerda se unem e realizam o ato de doação.À medida que eu executo isso, ou seja, à medida em que o sêmen anula-se perante a mãe e obriga-a a desenvolvê-lo, a mãe começa a cuidar dele em troca.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/06/10, “Prefácio ao Comentário Sulam