Textos com a Tag 'evolução'

Para Ver A Luz Superior

Uma pergunta que recebi: O que é a Luz que Reforma? Qual é a sensação? É algo agradável, que ilumina o nosso caminho?

Minha resposta: Essa Luz é uma força que começa a me reformar. De repente eu percebo que eu vejo o mundo sob uma “Luz diferente “. O que muda é a minha visão sobre as coisas e minha atitude para com as pessoas. Eu me tornei mais tolerante, compreensível e agradável com elas. Eu me torno mais compassivo e aceitando as pessoas como elas são. Sinto que estamos todos unidos.

Me sinto perto delas e mais complacente, como se fossem meus filhos. Vejo-as como partes de mim. Não estou ciente de como e por que isso está acontecendo, mas eu começo a perdoar a todos. O que eu já odiei e fiquei horrorizado com não parece mais tão mau. Eu, facilmente, chego a um termo comum, como se eu estivesse em um relacionamento próximo com as pessoas.

Esta é a forma como a Luz trabalha em nós. Nós não “vemos”, porque ela não ilumina o que está diante de nós como uma lanterna faz. Esta Luz nos impacta internamente. Chamamos ela para trabalhar em nós e para reformar as nossas propriedades.

Da 4a.  parte da Lição Diária Cabala de 16/7/10, do artigo “A Sabedoria da Cabala e Sua Essência”

Material Relacionado:

A Influência Imperceptível Da Luz Circundante
A Espiritualidade É Aqui Mesmo

Tudo Retorna Ao Ponto De Perfeição

Uma prece coletiva que não permanece sem resposta é a prece “pela sociedade”, um pedido para juntar todas as almas que anseiam pelo Criador em uma única alma de Adão. Essa prece é imediatamente aceita pelo Criador (o sistema de Forças Superiores do Mundo Infinito, onde tudo é imutável e perfeito) porque aspira à perfeição.

Se as pessoas por todo o mundo sentissem a necessidade de conhecer a Força Superior e unir seus desejos, então elas não se sentiriam separadas por continentes porque elas estão, de fato, num “alcance” comum na espiritualidade. Elas existem em um plano espiritual sem sentir as distâncias geográficas do nosso mundo, mas sentindo a proximidade na espiritualidade. Elas não sabem e não podem explicar como isso acontece, mas suas aspirações por uma única meta as puxam e as une dentro de um campo espiritual comum.

Desse modo, elas todas entram em “Knesset Israel” (união daqueles que aspiram pelo Criador, a qualidade de doação). “Knesset” (assembleia, reunião) é o lugar onde nós todos nos unimos como um só homem, isto é, Malchut do Mundo de Atzilut. Semelhantemente, “Israel” (Yashar-El – direto ao Criador) significa as almas que aspiram à meta. Consequentemente, elas se tornam uma assembleia chamada Knesset Israel, a reunião das almas que desejam alcançar o Criador.

Elas se sentem como um todo conectado por um desejo, uma meta, e um propósito. Assim, há o retorno ao corpo da alma coletiva, como existia antes do rompimento dos Kelim (as vasilhas, os desejos) e o surgimento desse mundo imaginário e corrupto, percebido como nossa presente realidade.

Do Jardim Do Éden E De Volta a Ele

O Criador criou o desejo de receber da “existência desde a ausência” e o desenvolveu através de quatro fases de exposição à Luz Direta. Quando o desejo de receber chegou à última fase de desenvolvimento e se tornou tão grande quanto a Luz que o preenchia, a Luz passou todas as suas propriedades para o desejo de receber. Então, na última camada (Dalet de-Dalet, a 4ª parte de 4ª fase), a criatura se enxergou como receptora.

Isso despertou uma vergonha ardente na criatura, pois ela viu em que medida ela era oposta ao Criador, Aquele que Doa. Como resultado, ela se restringiu a si mesma e se recusou a receber. Essa sensação horrível de vergonha é chamada “o brilho de Malchut”. Ela é a escuridão que é impossível de se suportar, o “vácuo” onde nenhuma Luz pode brilhar. Nesse ponto, a 4ª parte da 4ª fase, a restrição (Tzimtzum) ocorreu. Todas as fases prévias podem adquirir a semelhança com a Luz pois elas não são completamente opostas a ela.

A pergunta é: o que fazer com essa 4ª parte? Ela não pode ser eliminada ou descartada porque ao fazer isso a criatura cessaria de existir. A criatura que não é “plugada” ao Criador e é oposta a Ele em suas propriedades não pode existir. A 4ª fase, o ponto de independência, deve ser preservado na criatura como seu fundamento. De fato, se não fosse pela vergonha, a criatura (o convidado) se tornaria completamente subordinada ao Criador (o Anfitrião) e faria o que o Criador quisesse dela tal como acontece nos níveis inanimado, vegetativo e animado da natureza, tal como um animal de estimação é leal ao seu dono.

Assim, quando é que a criatura se torna um “convidado”? Quando é que aquela pessoa sente a si mesma como estranha e oposta ao anfitrião? E quando é ela sente, como convidada, que o anfitrião está feliz e excitado de ter um convidado e que o anfitrião está constantemente perguntando o que mais pode oferecer para agradá-la? Quando é que o convidado ouve o anfitrião dizer: “Sirva-se! Tudo é seu!” e quando é que convidado responde: “Não meu, mas Seu!” O convidado não pode evitar, mas sente essa vergonha na fase “Dalet de-Dalet”; a criatura deve manter a sensação de vergonha para preservar-se como criatura.

Assim, se nós residimos no Jardim do Éden, isto é, em pura doação (Bina), ainda é o nível dos anjos e não aquele dos verdadeiros humanos. Até que sintamos esse impressionante vácuo que não pode ser preenchido, o homem não está pronto para sua missão. O vácuo não pode ser preenchido até que toda a vergonha seja revelada o que nos faz sentir a necessidade de nos cobrir com “roupas”, o que significa que precisamos de correção.

Então, para ajudar o “homem”, a “mulher” deriva dele e se desapega dele. Essa é sua “esposa” (Nukva) que é “feita da sua costela”. É ela que transmite esse vácuo para ele e juntos, eles (Zeir Anpin e Malchut, Adão e Eva) sentem a necessidade por “roupas” (A Luz Retornante, a intenção de doar). Eles sentem como o convidado em relação ao Anfitrião. Desse maneira eles podem alcançar a correção, isto é, eles agem somente para doar ao Anfitrião e mudar a vergonha em dignidade e honra.

Esse caminho é longo e complicado. Todos sabem a história de Adão e Eva, embora ninguém entenda o que ela oculta.

Subindo A Escada Dos Pensamentos Do Criador

Todo o descenso e a dispersão da Luz desde o Alto intencionam revelar as intenções, que são as cabeças (Roshim) das ações espirituais (Partzufim). Essas cabeças dos Partzufim são os pensamentos do Criador. Em essência, eles compreendem a corrente que atravessa desde o Mundo Infinito até esse mundo.

Seguindo todas as ações, depois que a Luz descende desde o Alto, as cabeças dos Partzufim espirituais permanecem juntas com o Reshimot (registros de informação). Aqui é onde nós podemos independentemente usar essas ações para nos conectar com as cabeças dos Partzufim espirituais ocasionando nosso ascenso.

Quais Livros Contêm Mais Luz?

Questão: Se não tivéssemos as obras de Baal HaSulam, seríamos capazes de atrair a Luz da correção de outras fontes?

Minha Resposta: Não, nós não teríamos nenhum contato com a Luz. Precisamos de um sistema que nos permita estabelecer uma conexão com ela. Nós temos que agradecer aos cabalistas por isso. Cada geração deve preparar-se como uma fundação para a próxima geração. É semelhante às camadas de cultura que são descobertas durante as escavações arqueológicas. Da mesma forma, estamos constantemente a adicionar camadas e camadas de preparação para as futuras gerações. Sem ela, somos incapazes de evoluir.

Antes de Baal HaSulam, a Cabala era dispersa através de várias fontes. No entanto, ele colecionou e organizou tudo em um único sistema, que não é apenas um livro que é confortável de ler, mas um sistema interno do qual agora podemos receber Luz. É uma correção muito parecida com a realizada pelos Cabalistas na época do Talmud sobre a qual está comentada: “Coma pão com sal e beba água regular.” Os cabalistas uniram todas as almas, de tal maneira que agora, através do sistema geral, podemos receber Luz suficiente para nossa correção e não precisamos mais nos sujeitar ao sofrimento dos nossos corpos. [Leia mais →]

Cabalistas Sobre O Propósito Da Criação, Parte 9

Queridos amigos, por favor, façam perguntas sobre essas passagens dos grandes Cabalistas. Eu prometo respondê-las. Os comentários entre parênteses são meus.

O Realização do Propósito da Criação Descansa Sobre Toda a Humanidade

O Senhor deseja a correção do mundo. Assim, nossos sábios disseram (Shabbat 88 B) cada e toda palavra do Senhor foi dividida em sete línguas, indicativas da preparação dentro da Torah para complementar todas as nações.

- Rav Kook, Meorot Ha’Ra’aya LeHanuka, 87

…toda a humanidade, obrigada finalmente a chegar a esse imenso desenvolvimento, como está escrito: “Pois a terra deverá estar cheia da sabedoria do Senhor, como as águas que cobrem o mar” (Isaias 11,9). “E eles deverão ensinar não mais do que cada homem seu próximo, e cada homem seu irmão, dizendo, conhece o Senhor: Pois eles deverão todos me conhecer, do menor deles até o maior deles” (Jeremias 31,33). “Mas teu Professor não deverá mais se esconder, mas teus olhos deverão ver teu Professor” (Isaias 31,20).

- Baal HaSulam, “A Essência da Sabedoria da Cabalá”

A Ocultação Está Escondida Dentro de Mim?

Quando chegar a hora de chegar ao Criador, Ele se revela um pouco para nós, mostrando-nos a Sua bondade. Mais tarde, ele aumenta o nosso egoísmo e faz nos sentir como se ele não fosse bom conosco. Desta forma, o Criador convida-nos a elevar acima do nosso egoísmo e reconhecer que “Tudo é bom, é que eu me sinto mal dentro do meu egoísmo. Se eu conseguir me elevar acima dele, vou ver que está tudo bem”.

Depois disso, o Criador revela mais da sua bondade conosco, que permite que nosso egoísmo cresça ainda mais, e então Ele se esconde por trás dele. Sentimo-nos mal de novo, mas temos que nos elevar mais, além do egoísmo através da “fé acima da razão” e entender que vemos o mal apenas através do nosso ego. Enquanto isso, seu governo é sempre benevolente. [Leia mais →]

Parar De Viver Numa Fantasia

Os livros Cabalísticos nos contam sobre os nossos estados futuros que temos que descobrir dentro de nós mesmos ao atribuir a eles os nomes dos mundos espirituais, Sefirot e Partzufim. Ao combinar nossos desejos de alcançar isso, nós iremos criar um pedido por correção que atrairá a reação da Luz. Isso irá adicionar a intenção de doar ao nosso desejo, e nós começaremos a perceber o que os Cabalistas descrevem para nós.

Todos esses estados futuros que nós desejamos alcançar e sentir – AB, SAG, Abba ve Ima, Zivugim e Partzufim – se relacionam somente com a conexão entre nós, isto é, a vários tipos de doação. Essa conexão começa no nível deste mundo (isso é como a nossa conexão atual é chamada) e, se estende pelos níveis dos mundos espirituais, alcança a conexão chamada Infinidade (sem limites de conexão entre todos). [Leia mais →]

Tentado Por Uma Minúscula Centelha De Luz

Recebi uma pergunta: Como é possível que alguém possa usar a Cabalá e a Torah egoisticamente? Alguém que não possui uma tela espiritual e a força da doação pode atrair a força da Luz Superior para seu próprio benefício? Não existe todo um sistema de mundos e restrições que nos impedem de receber a Luz egoisticamente?

Minha resposta: Se você escolhe a Torah e deseja receber dela poder, você o terá uma vez que você está lendo a fonte primária relacionada com o mundo espiritual. Ela foi escrita por uma pessoa que estava no processo de alcance do Mundo Superior. Se você a usa individualmente, para satisfazer seu egoísmo, para o benefício de seus próprios propósitos, então você está usando somente uma minúscula quantidade de força que ela contém.

E mais, nós vemos quão mais egoístas ela torna as pessoas quando o lugar da “patroa” é tomado pela “criada”. A pessoa não só não recebe correção através dela, ela se torna pior! A pessoa pensa que agora ela é dona desse mundo e do mundo futuro, e que ela merece uma recompensa; ela se sente orgulhosa frente aos outros e se considera “um escolhido”, que está acima deles.

É a Torah que está fazendo isso com a pessoa; ela se torna um narcótico mortal para tal pessoa. Se, porém, ela deseja usar a Torah corretamente, ela faz isso no grupo que se constrói como a alma comum, como está escrito no recebimento da Torah: “Como um homem com um coração”. Esse é o tipo de compromisso para o qual a Torah é dada; de outra forma, como fomos admoestados: “nela haverá o lugar de sua (espiritual) morte!”

A Escada Dos Reshimot Nos Leva Ao Infinito

Recebi uma pergunta: Por que, desde que começamos a estudar O Zohar, experimentamos tantos altos e baixos, e por que eles são tão fortes?

Minha resposta: Nós sentimos essas flutuações porque agora estamos entrando no processo de cura. Cada vez que sinto um ascenso ou um descenso, isso significa que eu realizei mais um Reshimo (um registro espiritual).

Eu não sei quantos Reshimot eu tenho. Mesmo assim, eu tenho que ir através de todos eles, um por um; eu não posso pular ou saltar nenhum deles. Eu tenho que realizar todos os Reshimot no meu caminho, movido pela cadeia de Reshimot desde esse mundo até o Mundo da Infinidade. E o caminho para o Mundo da Infinidade é o caminho da minha conexão com as outras almas dentro de um único todo de forma a descobrir o Criador lá.

Por essa razão todos os estados pelos quais eu passo significam minha realização dos Reshimot. Então, quanto mais rápido a pessoa experimenta as mudanças, melhor. O mais importante é continuar.

Aqui nós temos que agir acima da razão. Precisamos arrumar um tempo exato para os estudos, para disseminar a Cabalá, para o trabalho em grupo, e para a unificação com os amigos. Temos que nos lembrar da meta durante o dia, e lembrar a nós mesmos sobre ela com um despertador ou uma mensagem de texto. Precisamos usar todos os meios possíveis para realizar mais algum Reshimot, um após o outro. Desse Modo: “Um centavo depois de outro centavo dá uma grande soma”.