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LiçãoMatinal Sobre O Zohar: 02/05/2010, Resumo

O Livro do Zohar, itens 16 a 21 (resumo): A narrativa da Torá começa com a ação executada na alma que já passou pela quebra dos kli, a mistura das partes fragmentadas, e a queda dentro do ódio e rejeição. Em outras palavras, a Tora está falando sobre a alma que já está pronta para a correção.

Estando no estado de ocultamento, a pessoa em nosso mundo não se sente incompleta, miserável e cheia de hostilidade e ódio. Somente a influência da Luz Superior irá desvelar e nos ajudar a entender nossa verdadeira natureza, que está sob total controle da gratificação imediata e dos prazeres.

Para se libertar do egoísmo e vir para o estado de prazer eterno, a criatura, Malchut, precisa mudar sua intenção de “receber para seu próprio bem” para “receber para doar”. Isso dá elevação à propriedade de Bina que demonstra como o desejo de receber pode se tornar o desejo de doar. [Leia mais →]

O Descontentamento É O Catalisador Para o Desenvolvimento

Laitman_068A diferença entre a Luz e o desejo compele-nos a avançar em frente. Quando a Luz preenche o desejo, nós (o desejo) nos acalmamos. Nós somos tão pacificados que somos incapazes de nos mover porque não sentimos a necessidade de o fazer; nós não sentimos qualquer carência que seja. Nós começamos a preocupar-nos e a lutar pelo equilíbrio interno apenas à medidad que a Luz difere do desejo.

Nós lutamos pelo equilíbrio tanto em termos de quantidade quanto de qualidade. Quando a Luz criou o desejo de desfrutar e o preencheu (Fase Um, Behina Alef), a criatura não sentiu quaisquer problemas, dado que a Luz veio primeiro. Apenas posteriormente emerge a diferença entre Behina Alef preenchida pelo Criador e o Próprio Criador.

Uma certa adição ocorre. A Luz começa a introduzir novas propriedades no desejo original, e a criatura começa a sentir a fonte do prazer. “Há alguém que me preenche! É mais alto que eu, é alguém que vem antes de mim. É alguém que dá; é o meu Gerador, o Criador”. Desta forma uma sensação adicional é introduzida no desejo da Fase Um. Esta sensação força a criatura a compensar por isso; ela compele-nos a desenvolver.

Discontent - An Engine of Development

O tipo de “fricção” determina tudo. Na Fase Um, Hochma, a fricção foi a sensação do Superior. Na Fase Dois, Bina, esta será a sensação de realizar insuficientemente o desejo de doar.

Bina queria dar, tornou-se preenchida com a Luz de Hassadim (Hafetz Hesed), e desta forma não não quis mover-se para lado algum ou fazer alguma coisa. Mas então sentiu: “O Criador está a dar verdadeiramente, e que dou eu?”, o que produziu o sentimento de descontentamento. Assim, o movimento inicia, o que leva a um novo estado. Desta maneira, a incompatibilidade entre as propriedades do Criador e da criatura, o Kli e a Luz, o desejo e o preenchimento, causam o movimento constante ou desenvolvimento.

Da Lição da Tarde do Zohar 29/04/10

Não Bata No Computador, É Inanimado!

Uma pergunta que recebi: O que significa que o Criador se irrita? Se estamos falando acerca de leis espirituais invariáveis, por que o Zohar retrata o Criador como alguém que possui qualidades humanas, tais como raiva, inveja, etc?

Minha Resposta: A Torá usa a linguagem do homem para nos dizer o que sentimos e atribuímos ao Criador. Costumo usar um computador como um exemplo disto. Por que ficamos com raiva de um computador quando ele não é nada além de pedaços de metal e plástico? Ele não tem inteligência, mas apenas executa seus comandos programados perfeitamente. Todas as suas ações estão corretas.

Se você pressionar a tecla errada, ou se lhe falta o conhecimento de como funciona o programa, você pode quebrar o teclado devido a  sua frustração, mas o computador continua a responder com o mesmo erro a cada momento. Uma pessoa não é um computador que pode mudar o seu comportamento. Um computador é inanimado, e não pode mudar. Porém, você ainda se relaciona com ele como se ele fosse uma pessoa, questionando-o com raiva: “Por que você não está fazendo o que eu quero que você faça?” [Leia mais →]

Na Espiritualidade, Você Pode Apenas Ser Bom ou Mau

Dr. Michael LaitmanUma pergunta que recebi: O que significa que eu causo mal ao meu amigo?

Minha Resposta: Se for um amigo num grupo Cabalístico, então eu causo mal simplesmente ao não me preocupar em me unir a ele, porque desta forma eu faço um furo no nosso “barco” comum, nosso recipiente (vaso) espiritual comum. Logo, ao ser ocioso eu já estou a causar-lhe mal.

Se eu não estou a trabalhar para aumentar nosso Kli espiritual partilhado, ou até se eu sou um pouco preguiçoso, eu inflijo mal aos outros. Porém, parece-nos a nós que se não estivermos a bater em alguém, a matá-los, ou roubar deles, então tudo está bem e o que mais pode alguém nos pedir? Nós não compreendemos que nós podemos infligir mal até mesmo quando somos perfeitamente “bons cidadãos”. Todavia, isto é insuficiente na espiritualidade. Na espiritualidade, se eu não gasto cada momento preocupando-me sobre como criar um recipiente (vaso) comum espiritual, então eu não tenho uma boa atitude em relação aos outros. No momento em que eu me esqueço sobre a preocupação em relação ao Kli comum, eu torno-me um infrator.

Não há um estado intermédio, mas apenas bom ou mau. Essa é a lei do Sistema Superior da nossa conexão.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabala 27/04/10, “Matan Torá”

Sistema De Cálculo Binário: Desejo Atual E Luz Prévia

Dr. Michael LaitmanQualquer estado é definido por dois parâmetros: a Luz e o desejo (Kli). Em acréscimo, quando não há Luz e nenhum desejo por ela (razão pela qual a Luz partiu), então o que sobra é um “registo” (Reshimo) da Luz e do desejo.

Suponhamos que eu tinha um desejo e prazer dentro dele, mas agora o estado mudou : não há nem a Luz prévia nem o desejo por ela. No novo estado eu tenho um novo desejo, mas como posso eu determinar que Luz aceitar dentro dele? Eu tenho um desejo distinto que eu sinto agora, mas eu ainda não recebi a Luz dentro dele, porque a Luz tem de vir de fora. Neste caso eu uso a informação (Reshimo) sobre a Luz do meu estado anterior e a informação sobre o desejo do meu estado atual.

Suponhamos que eu estava num restaurante ontem onde desfrutei de uma refeição custando 100 dólares. Hoje eu chego ao mesmo restaurante com apenas 80 dólares e não sei o que pedir com este dinheiro. Embora eu compreenda que não possa pedir tanto quanto eu pedi ontem, agora eu tenho de descobrir o que pedir baseado no que aconteceu ontem. Eu tenho de pedir um pouco menos e devo determinar precisamente quanto menos. Eu recordo o prazer (a Luz) de ontem, que é a minha única referência, uma vez que o prazer sempre vem de fora. Há apenas dinheiro (Kli) no meu bolso e eu sei que hoje eu tenho menos dele.

Cada estado espiritual contém sempre informação sobre o desejo (Reshimo de Aviut) e informação sobre a Luz que estava vestida no desejo anterior (Reshimo de Hitlabshut). Baseado nestes dois Reshimot é sempre possível compreender o que está a ocorrer. Sem estes Reshimot (reminiscências) a pessoa perderia toda a sua memória e razão. Ela não saberia o que aconteceu um momento antes e não compreenderia como se comportar no momento seguinte.

Nós agimos apenas de acordo com os Reshimot. Estes dados são construídos dentro de nós; nós fazemos todas as nossas comparações e cálculos baseados neles.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/04/10, Prefacio à Sabedoria da Cabalá

Um Vaso Espiritual Real

Uma questão que eu recebi: O que é o verdadeiro receptor espiritual (Kli)?

Minha Resposta: O Kli verdadeiro é um desejo que está pronto para a correção. Minha tarefa é totalmente discernir qual a parte do meu desejo que eu posso corrigir em prol da doação, e a parte que eu não posso corrigir e devo apenas restringir.

Suponhamos que me seja dado um desejo e eu percebo que eu possa corrigir 20% do mesmo para doação, e que eu tenho que restringir os outros 80% dele, fazendo Sof fora dele, o que significa o fim do Partzuf. Isso significa que eu corrigi todo esse desejo. Ambos tipos de desejos estão sempre presentes, e eu tenho que entender o que fazer com eles. [Leia mais →]

Os Únicos Meios De Avanço

A parte principal do trabalho espiritual é uma preocupação constante com o ambiente. Quanto maior a sua importância nos meus olhos, mais eu vou lutar para me juntar a ele, para absorver-me dentro dele. Todo o tempo, esses círculos externos me entrarão mais e mais, como as ondas que se acumulam, até que se estendem por todo o Malchut do Infinito, e todos me percebem. Todo o enorme desejo (Kli) vai se tornar o meu próprio, e a Luz ou o Criador será revelada dentro deste único desejo.

Tudo depende da intensidade do trabalho da pessoa dentro de seu ambiente, sua influência sobre as outras pessoas, e uma necessidade em comum. Isto é como nós determinamos a velocidade do nosso desenvolvimento. [Leia mais →]

Conquista Pessoal É A Única Prova

Uma pessoa anda na escuridão sem saber o que fazer e que deseja ascender espiritualmente, para se deslocar da recepção para doação. Até o momento da revelação em primeiro lugar – que atravessa o Machsom e encontra a Luz -, ele não tem exemplo de como isso acontece. Depois que isso ocorre, a sua própria experiência dará sentido de uma nova realidade, em vez de confiar em alguém com palavras. No entanto, até que uma pessoa revele o correto desejo espiritual (kli) dentro de si mesma e os contactos da Luz diretamente, é impossível provar qualquer coisa para ela.

A sabedoria dos cabalistas não vai afetar uma pessoa que não possui experiência espiritual. Ela começa do zero. Ela lida com algo que está acima da sua natureza e existe além das fronteiras da morte.

Enquanto ainda estamos vivos, temos de elevar a um nível de existência que está acima da morte, chamado de “o mundo vindouro.” Nada pode substituir esta realização ou provar isso para nós. Para chegar a essa revelação, precisamos corrigir nossos desejos e obter “vista” espiritual, a Luz de Hochma que se reveste no nosso desejo de receber. [Leia mais →]

Faça O Momento Durar Para Sempre

O objetivo do Criador é elevar o homem ao seu nível. O que significa isto? Percebemos a nossa vida dentro da vontade de desfrutar, que foi criada pelo Criador. Esta qualidade é a única coisa que existe fora dele, e é por isso que sempre nós sentimos falta de realização. Nós sempre sentimos falta de alguma coisa, e aspiramos a algum tipo de prazer. Mas a Luz que vem para a vontade de desfrutar imediatamente desaparece. Ela anula o desejo, e o desejo não sente satisfação.

Portanto, porque percebemos a nossa vida dentro do desejo de ter prazer, ela é percebida como temporária e transitória, onde tudo desaparece. Cada momento passa e desaparece, ao invés de permanecer e tornar-se completo por todos os momentos posteriores. Por um lado existe o desejo, e por outro lado – o prazer. Quando os dois se encontram, eles são neutralizados, mesmo que o prazer seja mínimo. [Leia mais →]

Construindo Um Instrumento Para Sintonizar com a Luz

Antes da criação atingir um estado de realização, há um processo de pré-requisito para a obtenção de um desejo de estar satisfeito. Todos os dias, exemplos desta preparação para a antecipação deste cumprimento são rituais de acasalamento animal ou de “guardar o nosso apetite” para uma refeição especial. A fase preparatória que cria o desejo de ficar satisfeito que é sempre mais importante que a realização em si, pois define a medida e tipo de prazer que experimentamos eventualmente.

Na espiritualidade, tudo depende da vontade desde que a Luz (Prazer) é ilimitada para sempre e absolutamente tranqüila. Ela preenche completamente o espaço em torno de nós em cada momento. O que nos falta é o desejo de recebê-la e as ferramentas para percebê-la. [Leia mais →]