Textos com a Tag 'Sefirot'

Todo Universo É Somente Dez Sefirot

O Zohar, Capítulo “VaYetze (E Jacó Saiu), “Item 59: “E eis que o Senhor ficou em cima dele”. “Aqui na escada, Jacó viu a ligação da fé, Nukva, unindo todas as Sefirot como um todo. “Ficou em cima dele” é como está escrito, “A estátua de sal”, um monte, uma vez que todos os graus como um estão numa mesma escada, a Nukva ligando tudo, em um nó, porque essa escada foi dada entre os dois lados. Está escrito: “Eu sou o Senhor, o Deus de Abraão, vosso pai, o Deus de Isaque.” Esses são os dois lados, direito e esquerdo- Abraão é o direito e Isaac é o esquerdo.

Malchut é uma imagem, uma imagem do Criador. Estamos dentro de Malchut. Na verdade, somos Malchut e sentimos de tudo internamente como uma imagem do mundo. Na verdade, nós sempre sentimos o Criador e nada mais que Ele. O problema é que O sentimos em conformidade com as nossas propriedades e ao nível da nossa semelhança com Ele. [Leia mais →]

A Porta Aberta Para A Liberdade

Recebi uma pergunta: Como a pessoa pode transgredir já no primeiro estágio da dupla ocultação (como mencionado o item 58, Introdução ao Estudo das Dez Sefirot)? Nesse ponto, ela realmente não vê a espiritualidade; para transgredir a pessoa deve ser capaz de ver o que ela está fazendo.

Minha resposta: A Cabalá diz que você é um criminoso desde o início; você nasceu desse jeito. Nós todos somos criminosos! Mas, nós não precisamos ser pegos porque já estamos na prisão só por estarmos nesse mundo. Tudo que podemos fazer é compreender que nós somos criminosos encarcerados e que tal estado nos é dado desde o inicio. Se alguém deseja sair da prisão, ela pode ir em frente, a porta está aberta! Porém, para fazer tal coisa, a pessoa tem que mudar a si mesma. [Leia mais →]

Dos Erros Que Podemos Aprender

Introdução ao Estudo das Dez Sefirot, Item 58: Com isso, compreendemos as palavras dos nossos sábios: que aquele que se arrepende pelo medo é recompensado com seus pecados tornando-se erros. … Os pecados se estendem a ele a partir da recepção da Providência por supressão dupla, ou seja, a ocultação dentro da ocultação …. Uma supressão significa que ele acredita na Providência da recompensa e punição. No entanto, devido ao acúmulo de sofrimento, às vezes ela vem com pensamentos de transgressão.

Porque é que uma pessoa comete um erro? É porque ela não viu que ela estava errando. No entanto, ela nem mesmo deveria ver, ou deveria? Nosso trabalho todo é de adquirir uma nova visão de fé acima da razão. Assim, no começo, não percebemos a espiritualidade para que depois possamos vê-la à luz da doação. A espiritualidade não pode ser vista à luz egoísta.

Ninguém escondeu a espiritualidade ou a cercou fora de nós. Nós escondemos de nós mesmos devido ao nosso desejo egoísta. É por isso que começamos a perceber a espiritualidade só quando nos elevamos acima do nosso egoísmo. É semelhante a mim diante de um muro, uma barreira. Elevando-se acima dele, posso ter um vislumbre do que está além. [Leia mais →]

Tente Ver A Verdade Por Trás Da Ilusão

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“Prefácio ao Comentário Sulam”, item 61. “A Grande Regra de Tempo e Lugar”, saiba que tudo na sabedoria da Cabalá que expressa tempo e lugar não se refere ao tempo imaginário e ao lugar na corporalidade, uma vez que tudo na espiritualidade está acima do tempo e acima do espaço. “Antes” e “depois” se referem à causa e consequência. Nós nos referimos à causa como “antes” e à consequência como “depois”, desde que tudo precede sua consequência… Também “acima e abaixo” e “ascenso e descenso” são medidas de aspereza e pureza do desejo porque “ascenso” significa purificação do desejo, e “descenso” significa tornar grosso.

E quando dizemos que um grau mais baixo ascende, isso significa que o inferior foi purificado e se tornou puro como o Grau Mais Elevado. Então, se considera que se uniu a ele porque a equivalência de forma liga os espirituais um ao outro…Estudá-los dessa maneira, isto é, no significado espiritual, de acordo com o assunto”.

A Cabalá usa a linguagem das raízes e dos ramos, que usa palavras do nosso mundo para descrever o que acontece no mundo espiritual, o Mundo Superior. No mundo espiritual coisas com significado em nosso mundo, como tempo, espaço, distância e direção não existem. Mas os mesmos nomes que nós usamos para identificar alguns objetos e ações em nosso mundo significam, no mundo espiritual, forças, qualidades e suas ações. [Leia mais →]

As Dez Vestes Da Luz

Prefácio ao comentário Sulam, Item 1: Primeiro, precisamos saber os nomes das dez Sefirot: KHB, HGT, NHYM. Estas são siglas de Keter, Hochma, Bina, Hesed, Gevura, Tifferet, Netzah, Hod, Yesod, Malchut. Essas também são os revestimentos das Suas dez Luzes, criadas para que os mais baixos recebam Sua Luz.

É como a Luz do sol, que é impossível observar direatamente; a não ser através de um vidro escurecido que diminui o seu brilho e a torna adequada para que os nossos olhos possam observá-la. Da mesma forma, se essa Luz não fosse coberta por essas dez vestes, chamadas de “dez Sefirot”, em que cada uma mais baixa cobre Sua Luz, os menores seriam incapazes de obtê-la.

Para que nós possamos existir, a Luz do Alto teve que se reduzir, se limitar e vestir-se, em dez ocultações. Devido a isto, podemos sentir a nossa existência, ser independentes, e nos aproximarmos, aos poucos, do Criador, assumindo sua forma e adotando suas qualidades. Em outras palavras, podemos atingir-Lo gradualmente, e não instântaneamente.

Nós estamos separados da Luz do Alto por cerca de dez níveis. Esta é precisamente a forma como a Luz revela o desejo de receber, o que pode existir oposta a ele. O contato entre a Luz e o desejo, só é possível através desses dez revestimentos, chamados Sefirot. [Leia mais →]

Uma Aventura Excitante Sem Deixar a Sua Sala

O Zohar aparentemente nos conta uma história simples. Ele descreve as mesmas coisas repetidas, mas de diferentes níveis e graus, e em diferentes termos e situações. Nós não podemos ajudar, mas perguntamos: “Por que voltar para a mesma coisa o tempo todo? Quanto podemos ler sobre a mesma coisa?”

No entanto, devemos compreender que se uma pessoa passa por esses estados durante a leitura do Zohar, então não é a mesma coisa em tudo. Ela experimenta uma nova aventura a cada vez. Pode ser descrita com as mesmas palavras, mas isso é porque não há nada na realidade, exceto dez Sefirot e três linhas, ou seja, as quatro letras do HaVaYah, multiplicado por três linhas, que doze partes iguais. [Leia mais →]

Imagine-se no Infinito

Recebi uma pergunta: O senhor disse que existem três componentes da intenção enquanto lemos O Zohar:

1) Tudo o que leio no Zohar acontece dentro de mim;

2) Eu sinto que estudo O Zohar junto com meus amigos, e eu os sinto; e

3) A unificação entre nós é possível somente devido à Luz Superior. Como é possível manter essas três intenções simultaneamente e continuamente; qual delas teve ter prioridade?

Minha resposta: A intenção deve sempre consistir de todos os três componentes juntos. Como Baal Hasulam escreveu: uma pessoa deve constantemente estar em intenção, “Israel, Torah, e o Criador são um”. Se a pessoa escolhe um deles em detrimento dos outros, ela se distancia do caminho. [Leia mais →]

A Doação Tem Milhares de Nomes

Dr. Michael LaitmanTodas as palavras são nomes das qualidades de Malchut; esta é a única coisa que lemos nos livros Cabalísticos. Você pode contestar o porque das letras originarem-se da seguinte forma: nove vêm de ZAT de Bina, nove vêm de Zeir Anpin, e apenas as quatro últimas letras do alfabeto estão contidas em Malchut . Então, por que todas as palavras vêm de Malchut? Porque nós recebemos tudo como uma marca (impressão) em Malchut, não importa de onde venha.

Cada nome é um desejo de desfrutar através da ação de doação, ou seja, através da recepção em prol da doação. A intenção de doar é que dá ao desejo uma forma específica. Nós não nomeamos o desejo e a Luz em si, mas a sua conexão, a relação entre o desejo e a Luz. Só ela tem um nome.

Por exemplo, uma “planta” não é apenas um desejo de desfrutar, mas um desejo que contém a força da Luz que a transforma numa planta, que é um desejo do tipo vegetativo. O Kli Havayah original ainda não é um nome, mas apenas a sua base. Os nomes são realizações que estão contidas dentro deste nome, ou as Luzes que podem revestir dentro desta matéria de acordo com a equivalência de forma. É por isso que todos os nomes vêm de Malchut.

Da segunda parte da Lição Diária de Cabalá 04/05/10, Beit Shaar HaKavanot

A Luz No Limiar Da Revelação

Lag BaOmer (o dia 33 do Omer) é um dia especial, quando a Luz começa a entrar em Malchut do Sefirot Superior. A Luz vem até nós a partir do Infinito, passando pelo Mundo de Adam Kadmon, o Mundo de Atzilut, em seguida, através Partzufim Atik, Anpin Arich, Aba ve Ima, e Zeir Anpin, até chegar às almas.

Zeir Anpin contém sete Sefirot, cada um dos quais contém sete Sefirot. No total, 7 × 7 = 49. Malchut é a Sefira 50. É assim que nós contamos os dias do Omer, à entrada da Luz em Zeir Anpin, e no dia 50, em Malchut. Ou seja, quando nossas almas, que estão incluídas no Malchut, começam a receber a Luz.

A unificação (Zivug) de Zeir Anpin com Malchut acontece no dia 50, mas a Luz entra Zeir Anpin completamente no dia 33, quando entra na Sefira Hod de Hod. Assim, há Hesed, Gevura, Tifferet e Netzah, com sete Sefirot dentro de cada um deles. Isso se soma a 28, e há cinco Sefirot mais Hod (Hesed, Gevura, Tifferet, Netzah e Hod), o que equivale a 33 (Lamed Gimel – Lag). [Leia mais →]

A Grande Propriedade De Bina

Dr. Michael LaitmanUma pergunta que recebi: Por que o desejo de doar de Bina se posiciona do lado esquerdo ou do lado receptor?

Minha Resposta: Na realidade, Bina é o mesmo que Hesed (misericórdia, doação); ao mesmo tempo, é Gevura (superar, prevalecer, ultrapassar) e um lugar em que as Klipot (desejos impuros) são acumuladas. Doação e Hochma são o mesmo. Hochma irradia a Luz de calor, preenchimento e prazer. Bina representa o desejo da criação de doar. Esta é a qualidade que permite à criação sentir se ela possui propriedades de doação. Ela é dividida em duas partes: desejos sagrados puros (o recipiente – vaso – que a Luz é capaz de encher) e desejos impuros (o recipiente no qual a Luz não pode entrar). Apenas quando começamos a atravessar o processo de doação é que começamos a distinguí-los e a entender se pertencemos ou não a isso.

Bina é a próxima fase no desenvolvimento do nível denominado Hochma. Abraão deu origem a Isaac (a linha direita criou a linha esquerda). O desejo de receber prazer torna-se maior em Bina em comparação à Hochma. O desejo de Bina, que não existia na fase de Hochma (somente em potência), torna-se mais profundo nesse estágio, que o leva a um nível superior de consciência própria.

Contudo, quando Bina se revela a si mesma, torna-se claro que nem todos os desejos são de uma natureza receptora. Existem alguns desejos de “recepção pura” que não se “preocupam” com o Criador, tais desejos são chamados “Esau” e “Faraó”. Estes desejos de receber originam em Hochma, mas eles não têm a chance de se manifestar a si mesmos na fase de HochmaI, com algumas raras excepções, tais como Lavan (a Luz de Hochma). Quando Labão se integra aos desejos impuros por corrigir, ele muda seu nome para “Labão o Pecador”. Por outras palavras, a divisão em impureza e santidade (preto e branco) acontece apenas quando nós começamos a trabalhar para alcançar a doação. Antes disso, não há tal coisa como “pecadores” ou “homens justos”.

Então, em sua parte superior, Bina constitui o puro poder de doação que a faz similar a Keter. Gevurot (poderes de limitações), a linha esquerda, Klipa, e os “grandes pecadores da Torá” derivam da parte inferior de Bina. O mesmo se aplica a Keter; a Torá e sua Luz mais elevada podem se transformar no elixir da vida ou no veneno mortal. Tudo depende da maneira como a usamos.